“If you don’t create a little confusion, it’s unlikely you’ve built something remarkable” Seth Godin.

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Social Advertising

novembro 7th, 2007 por Thiago Guedes Hackradt

Se cada título de post meu que tivesse a palavra “Social” me redensse uma grana…

Esse é o nome de batismo, auto instituído por Mark Zuckerberg, da nova modalidade de anúncios do Facebook. A proposta é simples: os usuários que compram ou avaliam algum produto ou serviço dos parceiros do Facebook terão a opção de, ao fim da compra / avaliação, enviar uma recomendação aos seus amigos de Facebook. Essa recomendação é, na verdade, o anúncio, que vai junto com a foto do seu perfil na comunidade. É um misto do antigo boca-a-boca (não esse novo que tem a intenção de vender e virou Buzz / Viral, etc) com mídia online.

A idéia é boa e tem, teoricamente, uma capacidade de efetivar venda bem maior do que ações já conhecidas do mercado publicitário. Isso, pois a chance de um consumidor adquirir determinado produto ou serviço aumenta muito quando a indicação vem de um amigo ou conhecido. E no Facebook, essa ação tende a ter ainda mais sucesso, ao meu ver, já que ele se posiciona não como uma comunidade, mas como um utilitário social (segundo Zuckerberg, o Facebook não é para conhecer pessoas, mas para facilitar a comunicação entre amigos que já se conhecem). Lá, há mais privacidade que nas outras redes sociais e, geralmente, por conta disso, seu perfil é recheado de amigos e não conhecidos ou desconhecidos, como acontece muitas vezes no Orkut.

Ainda assim, vejo 3 pontos a ser observados:

1. Será que os usuários irão aderir a esse tipo ação e recomendar? Uma coisa é colocar um aplicativo que mostra seus livros favoritos. Mas mandar uma mensgaem para os amigos dizendo que comprou alguma coisa? Não sei. A ver.

2. Como o Facebook tem uma política de privacidade e anti-spam muito forte, imagino que deva haver alguma forma de “desligar” as indicações dos amigos. Do contrário, a ferramenta começa a entrar em conflito com o conceito do serviço. Se houver isso, quanto tempo demoraria para a maioria desligar e evitar o excesso de recomendações (imagine quantas recomendações não receberia um perfil com 200 - 300 amigos, que é o normal nessas redes)?

3. E se a experiência de compra, o produto ou a avaliação forem ruins? O usuário poderá mandar uma não-recomendação também?

De toda maneira, acho que a intenção é boa e que há dois méritos que precisam ser anotados:

A. O Facebook está caminhando solidamente para um horizonte de rentabilização do negócio “comunidades sociais”. Caminho interessante, numa hora em que toda a barulheira desse mercado tem assustado e levantando hipóteses de uma nova bolha.

B. A iniciativa já sai na frente por fugir do lugar-comum e basear seu conceito no que há de mais importante nessa história toda: rede social. Ponto pro Facebook. Mostrar banner de acordo com as palavras de uma página é fácil. Rentável. Mas fácil. Criar algo novo é difícil. E pode ser ainda mais rentável. A ver.

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