“If you don’t create a little confusion, it’s unlikely you’ve built something remarkable” Seth Godin.

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Internet para todos

novembro 14th, 2007 por Thiago Guedes Hackradt

Notícia importante para o mercado de comunicação brasileiro: O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou ontem, 13 de novembro, que o governo levará internet banda larga para todos os municípios do país nos próximos 3 anos.

Isso indica, logo de saída, dois fatos importantíssimos: um salto no número de usuários de internet e a qualificação desse novo universo de usuários (por qualificação, entenda o usuário com acesso a recursos que permitam aplicações ricas). Ou seja: vem aí uma leva de consumidores vorazes que entrarão na internet com tudo e com possibilidades bem menos limitadas do que quando a maioria de nós entrou.

Esse é um passo importante para a inclusão digital dos brasileiros e para o amadurecimento do novo mercado de comunicação, que já deixou de ser promessa há algum tempo, mas que ainda enfrenta uma série de dificuldades e descrença por parte de alguns setores.

Por outro lado, o projeto levanta uma questão importante: qual é a iniciativa que permitirá que os brasileiros tenham máquina para usar toda a velocidade da banda larga? Por enquanto, nada em vista. Falou-se, há algum tempo, em um super projeto da área econômica que abriria uma linha do BDNES para os bancos emprestarem nas compras de micros. Não vingou. Por outro lado, o crescimento de marcas populares como Positivo tem ajudado.

Bom, está se configurando uma mudança radical na comunicação empresarial. Não que já não estejamos vivendo uma mudança radical, mas o comprometimento do governo com uma meta agressiva como a anunciada é sinônimo de aceleração dessa mudança. E sinônimo de crescimento da chamada “fatia online” do bolo publicitário. Resta saber se é a fatia que vai crescer ou se os ingredientes do bolo é que vão mudar e essa história de fatia não vai ficar para trás.

Eu aposto em um novo bolo, sem distição de online, offline, below the line, above the line. Enfim, aposto no fim das “lines”, aposto na comunicação como um processo que se utiliza de ferramentas que desempenham papéis específicos em cenários específicos. E você?

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