A web vai às compras
Quando a greve de roteiristas começou, há alguns dias, os prognósticos do ganho que a internet teria com a parada dos roteristas americanos pipocaram. A explicação é simples: com a greve, as séries / programas começariam a atrasar e os consumidores iriam atrás de diversão na internet, que aumentaria não só a audiência, mas teria a chance de fidelizar uma série de espectadores.
Essa previsão ainda está longe de ser constatada, pois a greve começou há pouco tempo e, até agora, a agenda de lançamentos ainda não foi afetada. É certo que haverá atrasos. Mas isso só deve acontecer no começo de 2008.
No entanto, as empresas online iniciaram uma campanha agressiva para não perder a chance de efetivar as previsões. Segundo o WSJ, desde o começo da semana, algumas empresas de internet têm conversado com os roteiristas em greve com o objetivo de contratá-los. Como os sites não fazem parte dos acordos fechados pelo sindicato (essa, aliás, é uma das principais reivindicações dos grevistas. Os roteiristas querem receber por seus materiais que são exibidos em meios digitais, o que não acontece hoje em dia), os roteiristas podem criar para essas empresas a partir de novos contratos sem, necessariamente, configurar furo na greve.
Por enquanto, o entretenimento online ainda é marcado pelos conteúdos amadores enviados aos sites por usuários comuns, mas esse movimento é mais um passo no processo de profissionalização do mercado de entretenimento online, que já vinha produzindo séries e programas exclusivos para a internet, os chamados webisodes.