“Pai, não vou deixar de ser corintiano”
Tenho um blog para dividir e arquivar conhecimento. Faço isso com algumas análises e opiniões pessoais, mas, na maioria das vezes, divido e arquivo aquilo que encontro navegando por aqui e por ali. Senti necessidade de começar a alimentá-lo, pois sou viciado em informação. Consumo o tempo inteiro. Blogs, jornais, revistas, livros, portais verticas, horizontais, transversais, listas de discussão, fóruns, etiqueta de roupa. Costumo terminar o dia devendo uns 150 artigos pro Google Reader. Não faço isso por nenhum motivo culturalmente nobre. Faço por que sofro de ansiedade crônica e uma das formas de manifestação desse mal é essa insanidade com o consumo de infromação. A impressão que tenho é que o mundo vai acabar amanhã e eu ainda não estou preparado para nada. Ou que eu nunca vou conseguir “saber das coisas”. É um horror. Algumas pessoas dizem que são os sinais do tempo, que é uma questão do mundo onde vivemos. Eu não sei. Só sei que é ótimo para minhas sessões de análise que nunca são paradas. Por tudo isso, resolvi escrever o blog. E essa experiência tem sido ótima para minha sanidade mental. Sim, pois outro problema dessa ansiedade é a sensação incessante de que vou “desaprender” tudo, esquecer o que vi, ouvi, li ou mesmo pensei.
Mas por quê eu tô escrevendo um monte que, até agora, não tem nada a ver com o título do post? Por que essa é outra característica da debilidade mental deste que vos escreve: a necessidade de explicar, escrever, detalhar.
Enfim, voltando, ou melhor, iniciando o assunto a que se refere o título: no meu consumo de informação diário tenho observado que a grande imprensa, principalmente a brasileira (até por que não tenho domínio em outras línguas que me permita fazer essa análise nelas), está com um texto muito chato no dia-a-dia. Não estou falando de grandes matéiras, reportagens (que, aliás, estão em extinção entre nossas palmeiras). Estou falando sobre as pequenas notas e matérias do dia-a-dia. Os jornalistas estão escrevendo do mesmo jeito, com os mesmo adjetivos, usando as preposições e os pronomes da mesma maneira, com textos cheios de chavões e lugar-comum. Parece tudo texto de um fulano só. Claro, salvam-se muitas coisas. Principalmente fora do grande circuito. Mas, no geral, ler matérias corriqueiras da Folha, do Estado, da Globo.com ou de outros veículos está uma chatice. Isso, quando não me deparo com os pseudo-jornalistas que copiam o (des)estilo atual sem o domínio da línuga. Uma tristeza.
Pois bem, vamos, finalmente, ao assunto: não tenho nada contra o corinthians e nem nada a favor. Na verdade, é um time pelo qual tenho simpatia. Mas sou flamenguista. No entanto, lendo a home da Globo.com hoje, encontrei um título que me chamou a atenção e resolvi dar uma espiada no texto. Uma surpresa legal. A jornalista, Débora Miranda, conseguiu informar o leitor sobre um fato corriqueiro de uma maneira diferente do que estou acostumado a ler. Gostei. Nada estratosférico, maravilhoso, mas achei interessante a dissonância causada pelo texto. E acho que vale a pena dividir com vocês. Não vou colar o texto inteiro aqui, pois não falei com a jornalista e não sei qual é a política da Globo.com. De qualquer maneira, coloco os dois primeiros parágrafos e dou o link logo abaixo para quem se interessar e quiser ler mais.
“Pai, não vou deixar de ser corintiano”
Repórter conta o martírio da Fiel no Pacaembu durante a derrota para o Vasco
Débora Miranda Do G1, em São Paulo.
Há quem colecione datas memoráveis do futebol. Para os corintianos, 28 de novembro de 2007 é um dia que não cairá tão facilmente no esquecimento. O jogo contra o Vasco, penúltimo deste Brasileirão, poderia finalmente definir a permanência do time na Primeira Divisão.
A Fiel estava pronta para o sofrimento e para a festa. O dia amanheceu diferente. Blogs, e-mails e mensagens via celular começaram a circular logo cedo, era a convocação para o grande encontro da Nação Alvinegra no Pacaembu. Cada um com sua mandinga, cada um com sua fé, cada um tentando controlar a própria ansiedade. Cada um de nós carregando no peito o mesmo amor e a esperança de que na noite desta quarta-feira, apesar de todos os desfalques e problemas, seríamos imbatíveis. Continue lendo…